25 de nov. de 2011

Confirmação

A confirmação é o rito apostólico da imposição das mãos sobre aqueles que são batizados.
No caso daqueles que foram batizados na infância, os anglicanos geralmente retardam a imposição das mãos, até que a pessoa tenha suficiente idade para poder entender a diferença entre o certo e o errado, reconhecer o valor da fé, renovar voluntária e conscientemente os votos do batismo e receber os dons do Espírito Santo, para viver uma vida cristã adulta, justa e sóbria.
Espiritualmente falando, não existe nenhum motivo teológico para impedir que a criança seja confirmada na hora do Batismo. Mas a maioria dos anglicanos prefere retardar a Confirmação, dando um tempo para o desenvolvimento de uma resposta mais consciente de sua fé pessoal.
Extraído do Livro o Jeito de Ser Anglicano, escrito por John Baycroft

24 de nov. de 2011

Advento

O Ano Cristão, está dividido em quadras ou estações. Começa com o Advento, depois vem o Natal, Epifania, Páscoa, Quaresma e Pentecostes.

O próximo domingo, dia 27 de Novembro, é o primeiro Domingo do Advento.

O Advento, que significa “vinda”, é, pois, o tempo de preparação para a vinda do Menino Deus, Jesus, nosso Salvador, expressão maior do amor misericordioso e redentor de Deus (São João 3.16)

Em meio aos muitos apelos comerciais, ao estresse do final do ano civil e as preocupações cotidianas, a Igreja Cristã, no Advento, trás a lembrança e a memória de todos nós quão importante é nossa fé, nossa espiritualidade, nossa adoração, nosso culto. Quão importantes são nossas orações e nossas ações nessa preparação para “acolhermos” em nossas vidas e corações, como a manjedoura, o menino Jesus, pequenino e frágil, mas com uma grande mensagem de vida, de paz e de justiça.

Acendamos velas, elas representam a luz de Jesus Cristo, iluminando nossas vidas, nossas famílias, nossa comunidade, nosso mundo. Preparemos a Coroa do Advento, com seu verde esperança e seu vermelho escarlate, representando o amor incondicional e fraterno no cuidado da criação e de todas as pessoas. Organizemos nossa árvore de Natal e o Presépio, como fez São Francisco de Assis, lembrando, a luz de Jesus e sua vida, a radicalidade do amor que serve e cuida.

23 de nov. de 2011

Santa Eucaristia

A Santa Eucaristia é o centro sacramental da vida cristã. Mesmo que o Batismo seja importante, é apenas o começo. O crescimento cristão continua durante toda a nossa vida. Esse crescimento é nutrido na medida em que nossa vida está centrada na Santa Eucaristia. No Anglicanismo, a Santa Eucarística, assim como o próprio Cristo, tem muitos nomes. Eucaristia (que significa ação de graças), Santa Comunhão, Ceia do Senhor, Missa e Santíssimo Sacramento são os nomes mais comuns para o ato sagrado que o próprio Senhor instituiu na noite anterior a sua morte na cruz. Você pode aprender muito mais sobre este sacramento, lendo o rito da Santa Eucaristia e o Catecismo do Livro de Oração Comum. Você aprenderá ainda mais se participar regularmente da Eucaristia numa Igreja.
A parte externa da Santa Eucaristia inclui o Pão e o Vinho. A parte interna e espiritual inclui o Corpo e o Sangue de Cristo. Evidentemente, estamos falando aqui da forma como partilhamos da vida de Cristo como membros do seu corpo.
A Eucaristia sempre inclui o ofício da Palavra, quando escutamos o que Deus tem a nos dizer por intermédio da Bíblia. Também inclui a Oração comunitária, onde se encontram todos os ingredientes já mencionados. Então, diferenciando a Eucaristia dos outros ofícios e sacramentos, existem quatro grandes atos envolvendo o pão e o vinho. O primeiro é o ofertório, momento em que o pão e o vinho são oferecidos a Deus. Eles representam as nossas vidas, nossas preocupações, e toda a ordem criada, e são oferecidos em união com a oferta de Jesus Cristo na cruz. O grande ato seguinte é a consagração, a benção, quando Deus recebe aquilo que oferecemos por meio de Jesus Cristo, e o santifica. O terceiro ato é o partir do pão. Originalmente, este ato era funcional (para que um pão pudesse se repartido), mas também é simbólico, vinculando o pão partido por Jesus na Última Ceia, sua oferta voluntária de seu corpo eucarístico. O quarto grande ato é a comunhão, quando Deus compartilha sua vida conosco por meio do pão e do vinho, que são unidos à vida de Cristo, tornando-se para nós o seu Corpo e Sangue, sua oferta de si mesmo para nós e por nós.
Existem duas importantes dimensões nessa ação eucarística. Em primeiro lugar, lembramos, revivemos e participamos dos grandes atos da história da redenção e da salvação. Na Santa Eucaristia, relembramos e participamos na morte e ressurreição de Cristo. Em segundo lugar, reconhecemos que o pão e o vinho se tornam para nós o Corpo e o Sangue de Cristo por meio da ação do Espírito Santo. Na Santa Eucaristia, oramos ao Pai através de Jesus Cristo, e isso é eficaz, pois o Espírito Santo está agindo na Igreja, no Sacramento e em nós.
A Igreja existe para glorificar a Deus e alimentar seu povo. A Eucaristia é o ato central de nossa adoração. Também é a nossa maneira fundamental de nos alimentarmos. Na refeição familiar da Igreja sabemos, que fiel na usa promessa, Cristo compartilha a sua vida conosco, nutrindo-nos com seu Corpo e Sangue por meio da ação do Espírito Santo. Por isso, a nossa liturgia fala sobre o recebimento do alimento espiritual do mais precioso Corpo e Sangue. A Igreja não pode sobreviver sem a Eucaristia. A Eucaristia é sempre presidida por um bispo, sucessor dos apóstolos com quem Cristo instituiu este sacramento, ou por um presbítero ordenado por um bispo para assisti-lo no seu ministério apostólico.
Os dois sacramentos básicos e essenciais do Batismo e da Eucaristia demonstram como o Cristianismo é fundamental. Orgulhosamente afirmamos que Deus age em nossas vidas sem ocasiões palpáveis e de maneira especifica. No Batismo, Deus nos faz cristãos e nos salva. Na Santa Comunhão, Deus se une a sua Igreja e nos alimenta. Essa grande confiança, que caracteriza a fé cristã, está enraizada na nossa crença, que Deus age na história humana, que Ele traz humanidade para sua divindade na encarnação, e que o seu Espírito vive na Igreja e em cada cristão. Como vivemos num mundo material, Deus vem até nós em maneira material por meio de sacramentos concretos.
Extraído do Livro O Jeito de Ser Anglicano, escrito por John Baycroft