17 de nov. de 2011

Comunidade em AÇÃO!!!

No dia 15/11/2011, alguns membros da comunidade, se reunirão em mutirão para pintar o salão paroquial e o hall de entrada do Templo.



16 de nov. de 2011

A Bíblia (I)

A palavra evangelho quer dizer boas notícias. Quando você lê um dos evangelhos, que estão no início do Novo Testamento, você ouvirá a boa nova sobre Jesus Cristo. O resto do Novo Testamento ajudará a entender como os primeiros cristãos ouviram a boa nova, o que fizeram com ela, como ela mudou suas crenças, suas esperanças, suas vidas, e como a Igreja começou. Mesmo quando não é mencionado, a figura chave em qualquer página, é Jesus Cristo, que é a Palavra Viva de Deus para nós. É por meio de Jesus Cristo que Deus nos alcança e se oferece a nós.

O Antigo Testamento é a Bíblia hebraica que Jesus conhecia e amava. Deus entrou na vida humana (encarnou-se) em um lugar, tempo, povo e pessoa específicos. Não podemos entender a Cristo separado das Escrituras, que formaram o seu pensamento enquanto crescia, e forneceram a base do seu ensino quando adulto. Lendo o Antigo Testamento do ponto de vista cristão, vemos o desenvolvimento do drama da ação e revelação de Deus na história humana, por meio da experiência e do discernimento de um povo específico (os hebreus), em benefício de toda a humanidade. A culminação dessa história é o Novo Testamento.

Além do Antigo e Novo Testamento, a Bíblia inclui alguns livros chamados deuterocanônicos. Por causa de dúvidas sobre a sua autoridade, esses livros não são usados para estabelecer qualquer doutrina na Igreja. São leituras interessantes, cheias de histórias que emocionam e fascinam e de sábios pensamentos.

Quando você ler a Bíblia, use também seu cérebro. Não há nenhuma reverência ao se recusar a exercitar sua capacidade crítica. Se você estiver atento à leitura, perceberá com facilidade algumas passagens são poesia outras prosa. Mitos, lendas antigas, história oral, registros de testemunhos de acontecimentos reais, regras e rituais, leis morais, histórias criativas, sonhos, visões, ensinamentos relatados, comentários editoriais – tudo pode ser encontrado nas páginas da Bíblia. Deus pode falar e fala sua Palavra para nós por meio desses diferentes escritos. Seria desnecessário e difícil para nós ouvir o que Deus está dizendo, se pretendêssemos que todas as passagens da Bíblia deviam possuir a mesma importância, e se atribuíssemos a elas uma interpretação limitada, rígida e literal.

Talvez seja melhor usar o plural, Escrituras para a Bíblia, que vem duma palavra grega que quer dizer “livros”. A Bíblia não é um livro só, mas uma coleção de livros. Muitos deles são também compilações de material mais antigo. Tudo levou mais ou menos mil anos para ser escrito e organizado. Podemos considerar a Bíblia como um livro só, porque nela vemos a ação de Deus unindo os vários elementos. Três boas perguntas devem ser feitas, quando estudamos a Bíblia:

  • Qual foi o verdadeiro sentido dessa passagem para os leitores originais e por que ela foi escrita?
  • Como podemos interpretar essas palavras em nosso tempo?
  • E, principalmente, como isso se aplica à minha vida e o que eu posso fazer a respeito?

Talvez você não escute nenhuma voz ao seu ouvido. Mas enquanto as Escrituras estiverem influenciando e fazendo parte de seus pensamentos, Deus estará falando com você e você estará ouvindo a sua palavra. Os cristãos que estudam a Bíblia em particular e a ouvem na comunidade, ou vivem e ensinam o evangelho no mundo, continuam sentindo e transmitindo a Palavra de Deus em nossos dias.

A Bíblia é, portanto, o alicerce do triplo caminho. Aqui Deus nos encontra e fala conosco por meio de Jesus Cristo. Há outras duas fontes da mesma água viva. Cada uma fornece as oportunidades para o encontro do humano com o divino. Para os cristãos, nem a oração e nem os sacramentos existem separados da Bíblia. A Bíblia seria apenas uma coleção de livros antigos, se não a recebêssemos no contexto da Oração e dos Sacramentos.

Extraído do Livro O Jeito de Ser Anglicano, escrito por John Baycroft


15 de nov. de 2011

A BÍBLIA

A vida da Igreja busca sua força na Bíblia, na Oração e nos Sacramentos. Todo iniciante precisa aprender a se encontrar com Deus por meio dessas três formas, porque Deus nos estende a sua mão nessas fontes de água viva. A água viva é Jesus Cristo. Ele é o próprio Deus que se entrega a nós. Uma vida cristã sólida e uma comunidade cristã saudável sempre estarão baseadas nesses três dons de Deus, que são os instrumentos dessa auto entrega.
Em primeiro lugar, voltemos nossa atenção para a Bíblia. Uma pessoa que por curiosidade visitasse uma paróquia anglicana descobriria logo que a Bíblia tem grande importância. Nós a lemos em voz alta sempre que nos reunimos para louvar a Deus. Isso nos faz lembrar que o estudo da Bíblia é mais do que uma simples atividade particular. A nossa atitude é muito importante, quando tentamos ouvir a Deus falando conosco. Escutar uma leitura bíblica na congregação reunida enfatiza que essa ação é uma ação comuntária. A Bíblia pertence a comunidade e para o benefício dela. Uma atitude individualista não nos leva muito longe no Cristianismo. Precisamos da Igreja para nos ajudar a escutar a Palavra de Deus. A Bíblia é explicada e interpretada pelos pregadores e professores, sendo muitas vezes citadas nas discussões da Igreja para dar autoridade as decisões ou para justificar determinados procedimentos. Pequenos grupos de critãos se reúnem com frequência para estudar a Bíblia em conjunto. A mensagem da Bíblia penetra em nossa vida comunitária.
Todo cristão é incentivado a ler pessoalmente a Bíblia com regularidade e também a ouvir a sua leitura nas celebrações públicas. Um dos passos mais improtantes que um iniciante deve seguir é se tornar assíduo leitor e estudioso da Bíblia. O estudo da Bíblia não é difícil. Entretanto, infelizmente, alguns iniciantes resolvem começar seu estudo no início da Bíblia, mas logo perdem o interesse. Depois do primeiro choque cultural provocado pelos extraordinários mitos da criação, pelas maravilhosas sagas dos patriarcas e pelas dramáticas histórias do Êxodo, o leitor pode se perder na "selva" dos livros de Levítico e de Números. Os mais dedicados podem perseverar e encontrar o caminho e finalmente chegar até o Apocalipse, que está no final do Novo Testamento. Mas eu acho que é melhor para a maioria ler de maneira seletiva.
Para começar, sugiro que você leia um dos evangelhos. Não importa qual você resolveu escolher. Eventualmente, lerá todos os quatro mais de uma vez. Se começar com Mateus, receberá logo de presente o Sermão da Montanha. Lucas conta umas das melhores parábolas de Jesus. João é repleto de reflexões profundas numa linguagem simples. Marcos é o mais curto e é bem direto. Um bom método é ler uma pequena passagem cada dia e refletir sobre ela. Também ajuda se o iniciante ler rápido um evangelho inteiro para sentir todo o impacto da história.
Depois sugiro que leia um ou dois salmos por dia. Se o primeiro não lhe disser nada, então leia outro. Raramente precisamos ler um terceiro salmo para que as palavras estimulem nossa imaginação e pensamentos. Os salmos também nos ajudam a falar com Deus. Continue lendo os Atos dos Apóstulos, para sentir o ambiente da Igreja primitiva. Depois leia Amós e veja como as reflexões religiosas do profeta do século VIII antes de Cristo ainda podem ser atuais. Agora estará pronto para ler a carta de Paulo aos Gálatas. Você chegou ao ponto de fazer a sua própria seleção.

Extraído do Livro O Jeito de Ser Anglicano, escrito por John Baycroft.